Novo diretor do Vasco foi citado em polêmica de cocaína e é chamado de ”pior da história” por jornalista francês

Fabio Torres

Jornalista

O Vasco apresentou oficialmente o português Admar Lopes como novo diretor executivo de futebol nesta quarta-feira. O dirigente já iniciou seus trabalhos no clube, avaliando possíveis reforços para o segundo semestre e reorganizando os bastidores de São Januário.

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Foto: (Matheus Guimarães)

Apesar da expectativa por um novo ciclo no futebol vascaíno, Admar chega ao Rio com um desafio delicado: reverter a imagem negativa deixada em sua última passagem pelo futebol europeu. No Girondins de Bordeaux, da França, o dirigente deixou má impressão e é alvo de críticas até hoje entre torcedores e jornalistas locais.

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A página Analisa Vasco entrou em contato com o jornalista francês Nicolas Cougot, torcedor do Bordeaux e redator-chefe do jornal Lucarne Opposée, especializado em futebol internacional. Nicolas foi direto ao ser questionado sobre o novo dirigente vascaíno:

“Boa sorte, amigos. Provavelmente o pior diretor que já tivemos”, disparou.

Segundo o repórter, Admar chegou ao Bordeaux em 2021 ao lado do presidente Gerard López. A expectativa era de que atuasse na área de scout, sua especialidade, mas acabou promovido a diretor esportivo, ficando responsável por toda a gestão do time principal.

“Ele tomava conta de tudo que dizia respeito à gestão do time.”

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Cougot destacou também o desempenho ruim do diretor no mercado de transferências:

“Em três anos, 34 jogadores foram contratados. A grande maioria foram fracassos. Tiveram alguns poucos sucessos como Gregersen, que hoje está na MLS, ou Davitashvili, que foi bem e está no Saint-Étienne.”

“Claro que quando você contrata jogadores, você não vai acertar todos, mas nesse caso, se fizer um apanhado geral, são muito mais fracassos que acertos.”

Outro ponto criticado foi a postura do dirigente diante de crises internas no clube francês:

“Ele era parte de uma diretoria que, quando as coisas estavam complicadas, fugia da responsabilidade e jogava a culpa nos jogadores. Isso gerou fritura de atletas quando queriam se desfazer deles.”

Foto: (Divulgação)

O jornalista também mencionou os salários elevados recebidos por Admar durante sua passagem pela França, mesmo em meio a dificuldades financeiras severas no clube:

“Enquanto o clube vivia (e vive) problemas financeiros graves, ele se tornou um milionário graças ao Bordeaux. Recebia, em 2021/22, um salário de 420 mil euros por ano, além de um bônus de 220 mil euros. E mesmo após o rebaixamento, teve aumento: passou a ganhar 480 mil euros anuais.”

Nicolas ainda foi categórico ao definir sua opinião sobre a competência do dirigente:

“Eu acho que ele é incompetente, francamente.”

Acusações extracampo também cercaram o dirigente

Além dos problemas administrativos, o nome de Admar Lopes também foi citado em polêmicas extracampo na imprensa francesa. Segundo Cougot, o comentarista francês Daniel Riolo acusou o dirigente de uso de substâncias ilícitas em público:

“Aqui em Bordéus, existe um burburinho sobre as noites de Admar. Daniel Riolo acusou ele de estar ingerindo cocaína publicamente em boates da cidade. Houve uma acusação criminal de Lopes contra ele.”

O jornalista relatou ainda um detalhe curioso:

“O engraçado é que isso foi dito na frente do presidente do clube, Gerard López, e ele não reagiu de forma alguma.”

Posteriormente, a acusação criminal movida por Admar Lopes contra Riolo foi retirada em fevereiro deste ano. O comentarista francês, conhecido por declarações polêmicas, já respondeu a processos semelhantes.

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