Opinião: Fernando Diniz esbraveja, dá chilique, reclama… mas quem vai gritar com Diniz?

Fabio Torres

Jornalista

A derrota do Vasco para o Mirassol deixou uma imagem clara à beira do campo: Fernando Diniz completamente exaltado. Gritos, reclamações, broncas públicas e cobranças duras. Em determinado momento, o técnico foi flagrado reclamando praticamente de todo mundo.

Sobrou até bronca individual. Nuno Moreira ouviu que “não estava fazendo nada”, em uma cobrança direta, forte, escancarada. Diniz gritou. Gritou muito. Gritou o jogo inteiro.

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Foto: (Matheus Lima)

Até o técnico anterior entrou na conta

Em meio à irritação, Diniz ainda fez questão de mirar no passado. Em um desabafo que vazou à beira do campo, disparou algo na linha de:

“Vocês reclamavam que o técnico anterior só dava chutão…”

Foi quase um pedido desesperado para o time jogar, trocar passes, tentar algo diferente. O problema é que o grito não virou futebol. E aí mora o ponto central da discussão.

Gritar não é sinônimo de treinar bem.

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O desempenho é ruim. Muito ruim.

A pergunta que fica é direta e incômoda: agora, quem é que vai gritar e cobrar o Fernando Diniz?

Porque o desempenho do Vasco sob seu comando é, objetivamente, horrível. Somando os últimos nove jogos do Campeonato Brasileiro, juntando o fim de 2025 com a estreia de 2026, o Vasco venceu apenas uma vez e perdeu oito partidas.

É uma sequência alarmante, que não pode ser relativizada com discurso, intensidade na área técnica ou frases de efeito.

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Foto: (Luis Robayo)

Um alerta que vem da temporada passada

O Vasco quase caiu em 2025. Escapou no limite, com 45 pontos, precisando de uma única vitória para garantir a permanência na Série A. Não foi uma campanha segura, não foi confortável, não foi planejada.

E o mais grave: foi um time muito mal treinado defensivamente.

Foram 60 gols sofridos, a terceira pior defesa do Campeonato Brasileiro, à frente apenas dos dois últimos colocados: Sport e Juventude. Esse dado não é detalhe. É diagnóstico.

Cobrança seletiva não resolve

Fernando Diniz cobra, grita, esbraveja. Isso está claro. Mas cobrança só para baixo não resolve problema estrutural. O Vasco segue desorganizado defensivamente, vulnerável, sem proteção, sem leitura coletiva e cometendo erros que se repetem jogo após jogo.

E aí a pergunta volta, mais alta que qualquer grito à beira do campo:

quem vai cobrar o Diniz?

Será que o Pedrinho, presidente do clube, vai assumir esse papel? Vai cobrar desempenho, resultado, evolução real? Ou o discurso vai seguir blindado enquanto o time afunda dentro de campo?

No Vasco, gritar nunca foi o problema.
O problema é quando o grito não vem acompanhado de trabalho, resultado e evolução.

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